Os fãs de Valentino Rossi andam a ficar com azia. Basta dar uma voltinha pela internet. Por fóruns, Facebook e blogues, insultam Jorge Lorenzo porque este se atreve a comemorar vitórias de forma tão divertida quanto o seu ídolo. Avisam Lorenzo para não cantar de galo porque o Dottore ainda não se reformou. Que o espanhol só ganhou em França porque o italiano ainda estava lesionado - apesar de contradizerem o próprio 'lesionado' *.
Como se Valentino Rossi precisasse de desculpas para assumir uma derrota. Os próprios fãs não vêem que o seu ídolo é superior a tudo isso: é dos poucos que é tão gracioso na vitória como na derrota. Em Le Mans perdeu porque não teve andamento para Jorge Lorenzo. Ponto final. Não foi a primeira vez, nem a última.
Jorge Lorenzo vai ser campeão do mundo. Pode não ser este ano, mas vai ser. Se há alguém capaz de bater Rossi, é ele. E bate Rossi correndo à la Rossi. Aliás, arrisca-se a ser o próximo Rossi. Tão diferentes e tão iguais!
O italiano terá uma temporada muito dura na defesa do título, e o maior 'inimigo' está em casa. Bem levantou muros nas boxes e cortou cabos de telemetria, mas não lhe serviu de nada. O Lorenzo estouvado amadureceu, aprendeu com os erros, sabe agora o valor da calma e paciência.
Ambos estão um degrau acima dos rivais, e abaixo deles Casey Stoner parece ter voltado ao passado (ao mau passado), Nicky Hayden finalmente atinou, mas falta-lhe um danoninho, e na Honda a dupla Dovi e Dani tem outra luta entre mãos, para além do óbvio: cair nas boas graças do HRC.
Esta temporada do Mundial de Velocidade vai ser memorável. Porque vamos ter uma luta de titãs, e porque os 'Quatro Fantásticos' terminam os respectivos contratos no final do ano, o que fez com que a silly season esteja oficialmente aberta, mais cedo do que nunca. Stoner na Honda? Rossi na Ducati? O Jorge fica? E se o Rossi não for? E o Pedrosa, vai fazer o quê?
Mas mais emocionante que gatafunhos num papel timbrado, é o que se passa em pista, e neste momento as coisas estão quentes. Man, I looove this game!
* «I tried to stay in front of Lorenzo but it wasn't possible and I couldn't go with him once he was past, congratulations to him because he was very strong today! I can't blame my shoulder, I had expected it to be a bigger problem but in fact it was okay until six or seven laps from the end and by then the race was over for me.» in Yamaha Racing
Triumph Street Triple RS
Há 6 anos
